Que tal o vinho ?

Croft Pink Porto
Muito pastoso e doce. Se não estiver muito gelado, é mesmo enjoativo; parece xarope de groselha concentrado. Porto? Toda a semelhança é pura coincidência. 78
UE vs. EUA, a menos de 10€
Prazo de Roriz 2006
Muitos morangos (LP) ou, talvez antes, fruta vermelha em geral. Está verde e imberbe. Melhorará com o tempo.
Z –
86
LP –
86
PV –
87Pastiche 2003
Californiano da Joseph Phelps Vineyards. Honesto, vivo, alegre, “saborido” (LP). Muito compostinho. Serve sem hesitação.
Z –
89
LP –
90PV –
89

Dona Ermelinda tinto 2006
Fresco e vigoroso. É um vinho de corpo inteiro, rico o esponjoso. Não se espere dele grande polimento. Mas baixe-se-lhe a temperatura e obter-se-á um tinto versátil e plástico, que fica bem com qualquer companhia e mesmo sem ela. (3,89 €) 85

Cune Rioja Crianza 2005
Composto e equilibrado. Vinhito à espanhola, para acompanhar a refeição. Não brilha, mas é suficiente. 83
Blanc Pescador
Catalão de Girona. Fresco, frisante, adequado para aperitivos ou tapas. E pouco mais. 81

Cava Olivella Ferrari Brut Reserva
Do Penedés, este espumante espanhol tem corpo gordo e roliço, enchendo a boca. Mais para comida do que para aperitivo. Mas comida ligeira porque, depois do primeiro impacto, falta-lhe força. 83

Cave Solar das Francesas Garrafeira 1968
Vinho da Anadia, aberto a propósito de ocasião especial. Apresentou-se, na abertura, muito ácido e quase sem vida. Pareceu que embora não estivesse completamente passado, precisava arejar. Algum tempo depois, mostrou-se sem alma, a escorregar para o tempero de salada. Não houve condições para o avaliar.

Dona Berta Rabigato Reserva 2006
Aroma incisivo e verde. Travo herbáceo carregado, mas nada áspero. É um branco muito afirmativo, nada “braquinho” de fim de tarde. Sozinho não foi mal, como personagem principal. Mas já foi difícil de casar com comida. 86

Murganheira Espumante Bruto Malvasia Fina 2003
Notas de tostado saudáveis, que não lhe retiram frescura nem ocultam o travo amaçazado característico dos espumantes. Perfil vincado, mas delicado e discreto.
Z – 88
LP – 89
PV – 88

Quinta da Lixa Alvarinho 2006
Aquoso, sem corpo nem alma. Muito leviano e poucochinho. Modesto. Fracote.
Z – 82
LP – 82
PV – 83
Herdade da Calada Branco 2007
Amanteigado delicado. Grande frescura, a aguentar muito bem entradas. Muito consistente.
Z –
87LP –
89
ZM –
80
RM –
89RA –
90
CARPA –
93
PV –
89
Herdade da Calada Tinto 2005
Boa dimensão e suficiente vigor. Alguma elevação, sem deslumbrar. Travo equilibrado, com os sabores bem encaixados.
Z –
88
LP –
89
ZM –
85RM –
90RA –
85CARPA –
88PV –
89

Cerejeiras branco 2007
O moscatel dá-lhe o travo muito aromatizado, predominantemente de maracujá. Mas de resto, o seu perfil doce e enjoativo não se nota. Efeito do arinto. É fresco, agradável e foi óptimo com peixe grelhado.
84

Francisco Nunes Garcia Reserva 2001
Este vinho já deve ter sido melhor. Agora, parece idoso e demasiado maduro. Talvez ainda case bem com um queijo curado.
Z – 86, porque perdeu vigor
PV – 88
Olho de Mocho Reserva 2006
Da Herdade do Rocim. Vivo, sem ser irreverente. Ainda não está completamente lapidado, mas já atingiu um bom nível de compostura. Tem mesmo alguma sofisticação, mas ainda pouco legível, por se notar demasiado o acento telúrico.
Z –
87, por ser diferente
PV –
89

Alvarinho Soalheiro 2007
Ainda demasiado verdasco e incisivo no travo. Vivaço e pouco polido, a precisar de tempo. Está longe da memória dos Soalheiros de outros anos e antes faz lembrar um Loureiro. (7,99€)
Z – 82
PV – 87
Silverlake Sauvignon Blanc 2007
Neozelandês, de Marlborough County. É acídulo e fresquito, um pouco selvagem. "Levo o resto da garrafa para casa e não se fala mais nisto" (Z).
Z –
82
LP –
82PV –
84
Casa Burmester Reserva Tinto 2005Travo poderoso, com grande predominância mineral. Este vinho sabe ao Douro antigo. Tem perfil do “terroir” duriense, mas a tem densidade e alguma complexidade. Nesta perspectiva e também no teor alcoólico parece um vinho do novo mundo. (13,99 €).
89
Porto Quinta da Ínsua Garrafeira Particular 1933
Vetusto néctar, de um antigo produtor da zona de Resende. Coloração castanho bronze (Isabel), que depois de servido revela notas amareladas (LP), num conjunto âmbar velho (Carlos). Propiciou uma prova muitíssimo respeitável. No travo, mostrou-se axaropado, com grande predominância de forte açúcar caramelizado.
CARPA – é muito bom.
Z –
98
LP –
95PV –
92

Peroni
A clássica cerveja de Roma. Talvez por isso reflicta o carácter romano: exuberante e fresca, mas seca e vigorosa. Masculina e orgulhosa. 84

Peroni Nastro AzzurroCerveja italiana que já andou por
aqui, mas em garrafa. Agora foi provada a de barril. É fresca e tem um bem perceptível – e agradável – travo acídulo. Tem perfil de verão. Talvez mesmo de praia ou beira de piscina. Também poderá ir bem como aperitivo, com tapas.
82

Vannelli Tinto 2006
Italiano, DO de Montepulciano D’Abruzzo. Palhete, ligeiríssimo e quase transparente. Tem pouca substância e não se importa nada com isso. Nesse registo, não engana ninguém. Talvez vá bem com pizza vegetariana. 80

Danzante Merlot 2006
Siciliano, de bom nível e claramente com perfil internacional, de novo mundo, sem complexos. Maduro e pronto a beber. Embora tenha um corpo razoável, é curto no final. 87

Porto Kopke LBV 2003É fresquinho e ligeiro. Corpo esguio e fugidio, muito levezinho. Para aperitivo é substancial a mais; mas também é curto para sobremesa. É um Porto para o verão, para beber na esplanada. Tem um preço muito conveniente. (8,65 €)
84

Finca Flichman Reserva Shiraz 2004
Argentino fiável, robusto e com tudo no sítio. Fruta seca e discreta, mas bem presente, a encher a boca de sofisticação. Vinho fantástico. 90
Vinhos Plantaze Crnogorski – Montenegro
Chardonnay 2006Curto de sabor e de densidade. É demasiado ligeiro e pouco consistente.
80Krstac branco 2006Fresco e verde. Vinho
light, para beber como aperitivo.
80Vranac tinto 2005Rude e pouco sensível. Não desce dos mínimos, mas também não atrai.
78
Duas Montenegrinas
Nik Gold
Cerveja mole, nada substancial e um pouco empastelada. Mediana, no travo.
80
Niksicko Pivo
Lager, nada diferente da vulgaridade. Apesar disso, travo acre equilibrado e seco proporcional. Vigorosa.
82

Sarajevsko Pivo
Da Bósnia, esta cerveja tem ainda o perfil dos autríacos que construíram a cervejaria no tempo do Império Austro-Húngaro. É frutada, com travo acentuado de citrinos. Leve, embora vivinha, mas muito agradável. Em garrafa talvez seja melhor do que tirada à pressão, de barril. 83

Unertl
Weissbier da Baviera, escura e baça. No princípio, parece que não se deixa conhecer. Depois, fica mesmo a impressão de que é leviana e pouco consistente. 81

Faustino VII tinto 2006
Este Rioja ainda não está pronto a beber. Está verde de mais, com adstringência muito marcada e os sabores pouco definidos. A beber-se, que seja fresco e com tapas – talvez bascas, de peixe. 81

Cobranza 2005
Vinho regional Tierra de Castilla y León, das Bodegas Antaño, de Valladolid. Fresco e vivaço, muito frutado e verde. Revela a grande força do tempranillo e, por esta mesma razão, um perfil pastoso e guloso. 83

Riesling Eiswein Morhena
Rara curiosidade germânica. É vindimado com as uvas bastante evoluídas e congeladas pela geada, a temperaturas sempre inferiores a 7 graus negativos. Apresenta-se licoroso e doce, mas muito vigoroso. Travo acetinado suave. (36€)
LP – 90
Z – 90
PV – 90
Momentos tinto 2005Muito verde e ainda em evolução – mascadas notas de esteva (Z). Ácido e de final pouco expressivo, algo volátil. (35€)
LP –
85
Z –
88
PV –
89
San Román 2003De Toro, potente e corpulento. Muito digno e linear. Notas fumadas, talvez de turfa. (28 €)
LP –
91Z –
91PV –
91

Grandjó Branco 2007
Aroma e travo frutadíssimos e não será por acaso: é assumidamente um meio doce. É dos tais vinhos que quer mesmo ter perfil agradavelzinho. Docinho, mesmo. Só, vai bem. Com comida, a forte marca doce casa pior. (3,99 €) 84
Dona Berta Reserva Tinto 2005Será da comida, será da gente? Do vinho não é certamente, mas pareceu curto de ambições. Não está mal, nem bem. Bebe-se, mas de um reserva esperava-se mais.
84

Maura tinto 2006
De terras do Sado. Fruta verde e ainda áspera. Picante saudável, mas agreste. (3,49 €) 82
Maria Mansa Tinto 2002
Do Noval. Não se lhe nota a idade, talvez por ter um perfil clássico e pouco irreverente. Mas estará no ponto óptimo para consumo.
84

Quinta da Pacheca Porto LBV 2003
No primeiro travo, notam-se muito passas fermentadas. Depois, surgem notas de couro. Para vinho, parece ainda inacabado. Como LBV é fraquinho. (11,99 €) 84

Quinta da Fonte Bela tinto 2006
Fruta verde e pouco amadurecida. Resultado pouco polido, que ainda traz com ele o ar da charneca. Fugidio e apressado, apesar de carregar no passo. (2,99 €). 76
OS VINHOS DE COMBATE DA COOPERATIVA DO CARTAXOXairel Branco 2007Pelo preço é imbatível. E muito melhor que os concorrentes em
tetrabrik ou
bag-in-box. De resto, é um branco do Cartaxo: perfil campestre, espesso e pouco preocupado com sofisticações. Talvez seja o adequado para um piquenique no campo. Aguenta muito bem petiscos e não fica pior com a subida da temperatura. Neste registo, cumpre (0.98 €).
80Xairel Tinto 2005É correcto e honesto. Jovem, irrequieto e descontraído. Sabe qual é o segmento em que se insere e mais não pretende. (1,18 €)
79
Reguengo de Melgaço Alvarinho 2006
Verdura herbácea delicada. Sem arestas nem pontas dissonantes. Pastoso e mastigável. (8,99 €).
89Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas 2006Sofisticado e nobre. Grande dimensão e força. Corpulento, mas delicado. (15 €)
LP –
90PV –
89
Super Bock Gourmet (4, por 3,49 €)
Rubi
Forte travo de cereja, talvez groselha, também. Leveza delicada.
88
GoldNotas de especiarias. Mais ligeira e menos substancial que a outra, mas sempre num bom registo.
87

Real Companhia Velha Vintage 2001
Simpático, mas simples. Vinho convivial (LP). Perfil discreto.
LP – 87
PV – 89

Quinta do Ameal Loureiro 2006
Notas de maracujá, talvez líchias. Frescura imbatível, em vinho de insustentável leveza. Ligeireza de carácter, mesmo. Um vinho óptimo para tardes de verão. 87

Quinta do Valdoeiro Espumante Baga / Arinto
Talvez tenha falta de força e travo um pouco rude. Mas com comida irá muito bem. Leitãozinho, talvez.
LP – 82
PV – 85

Vinho da Nora tinto 2001
Digno, hirto e sofisticado. Ou será do terroir? Exige comida substancial. Cabrito, por exemplo. Alguma “acidez gastronómica” (LP). Vinho gourmet.
A – 90
LP – 91
Manel – 88
PV – 88

Esporão Reserva 2004
Pouco corpo, com muito álcool.
A – 87
LP – 87
Manel – 90
PV – 88
Murganheira Reserva Bruto 2003Bom corpo, algo acre, masculino e afirmativo, embora sempre num registo fino e delicado.
LP –
87PV –
87

Paulo Laureano Singularis 2004
Vulgar e banal. Parece mal acabado. Não vai lá. (5,99) 80

Follies Aveleda Chardonnay + Maria Gomes 2005
Bom corpo e grande equilíbrio. Frescura consistente, sem perder músculo. “Não sei da terminologia, mas gosto do vinho” (ZM, provador convidado). (12,80 €, em restaurante) 87
Casal da Coelheira Tinto 2006A primeira impressão é melhor que as seguintes. Parece que a delicadeza inicial se esvai e torna o vinho mais rude, quando se insiste na prova. No fundo, é agreste e pouco polido, sem contudo baixar a níveis admissíveis. Irá bem com uns nacos de presunto cortados a navalha e pão caseiro, talvez. (3,79)
80

Murganheira Reserva Meio Seco
Excelente corpo, com bolhas equilibradas. Denso e apetitoso. Vai bem com doce. 87

Alento 2006
Fruta verde, espessa e áspera. Está um pouco em bruto. Talvez lá vá com o tempo. 81

Alabastro tinto 2005
Um clássico renovado. Delicado e suave, está pronto a beber. Fruta discreta, mas bem presente. Perfil moderno e vigoroso. (3,19) 85

Poeira 2005
Elegantíssimo no travo. Frescura delicada e subtil, com distinto toque sedoso.
LP – 92
Z – 91
PV – 91
Vale d’Algares Branco 2006Uma experiência exótica e alternativa: monocasta de
viognier, vinificado à gélida temperatura de 2ºC e envelhecido em barricas novas de carvalho francês. O perfil fica a meio entre o complexo feminino, mole e amanteigado do
chardonnay e o vigoroso e frontal músculo, másculo e linear do verdelho. À entrada na boca até parece que o vinho é garboso e corpulento, mas depois afinal o corpo esvazia e parece fugaz. Sem ofensa e muito menos complexos, parece
gay.
86

Fonte do Nico 2007
Docinho e amaneiradinho, este vinho de moscatel e fernão pires joga no campeonato dos vinhos de aperitivo, para público fácil e sobretudo feminino. Frutadíssimo, muito agradável. Com estes pressupostos, não desiludirá. (1,45 €). 82

Dão Terras Altas 2005
É um tradicional, quase popular, que se foi ficando cada vez mais na mesma, vendo o resto do mundo mudar de ares. Esta versão tem algum traço modernizante, com vigor e fruta, sem perder o pé mineral. De resto, é arredondado e não tem defeitos. E - factor não desprezível -, está pronto a beber. (2,48) 80

Real Porto
Tawny engarrafado em 1962 pela Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal. Não se distingue, apesar da idade. Apresenta-se acre e vulgar. 78
Quinta do Passadouro Tinto 2004
Grande aroma. O travo é intenso, com muita fruta picante. Está vigoroso e no ponto certo para beber.
87
Quinta do Vallado 2006Ainda novo, rude e um pouco sem maneiras. De estilo fechado, deve deixar-se evoluir e estabilizar o seu potencial. Mas poderá ser bebido já, com comida forte.
85

Alandra Tinto 2006
Vinoso, com aroma de velhas pipas de adega. Travo amargo, agreste e rude. No primeiro travo, alguma acidez, parecida a fruta silvestre verde.(1,89€) 70
Quinta do Infantado Reserva 2003Corpo fresco e equilibrado. Travo refinado e elegante, talvez com notas excessivas de verniz, sobretudo no aroma. (28 €, no
D.O.C.)
Z –
90LP –
88PV –
90
Quanta Terra 2004Rico no sabor, com grande profusão de aromas mastigáveis. Tem um perfil de grande urbanidade, delicado e cosmopolita. (22 €, no D.O.C.)
Z –
90LP –
90PV –
90
Visita à Quinta do Vale Meão
Meandro 2003
Equilibradamente intenso, com garra. Está no ponto óptimo para beber e foi óptimo com bacalhau no forno.
88
Vale Meão 2003Que dimensão na boca!
Corre liso, digno e imperturbável como o rio. Pelo caminho, fica um riquíssimo rasto de sabores e um ramalhete de aromas finos.
93
Meandro 2005
Corpo intenso, másculo. Compacto. É mais vigoroso que subtil.
89
Vale Meão 2005Poderoso e adstringente. Já revela alguma da sua profundidade, mas ainda vai ganhar com o repouso em garrafa.
91

Quinta de Porrais Branco 2006
É feito com castas brancas tradicionais durienses (rabigato e códega do larinho), que lhe dão um pacato travo substancial, sem ser pastoso. É um vinho tranquilo, pouco exuberante e nada agressivo. 86
NOVIDADES DA QUINTA DO PORTAL
Quinta do Portal Tinta Roriz 2006
Salienta-se pelo grande aroma. Quanto ao travo, enche a boca, mas depois não perdura. Parece que se esvai. Ao primeiro embate é afirmativo e pujante (Z). Chega mesmo a ser agressivo e violento.
89Quinta do Portal Grande Reserva 2006Explosão adstringente na boca, com grande final. Potente, masculino, de grande complexidade. Fruta intensa. 90
Quinta do Portal Vintage 2007Os lotes que o virão a compor ainda não estão fechados. Para já, as composições provadas revelam cacau doce delicado, ainda a acalmar a agressividade. Percebe-se que o produto final vai ficar pronto a beber muito em breve. Fantástico travo químico, cheio de fruta em evolução. Não está pronto por isso a avaliação é prospectiva.
92
Porto 30 Anos
Muito fresco, com acidez simpática e corpo fino e singelo. Tem muita vivacidade, chegando mesmo a ser crocante (LP). Complexidade de caramelizado subtil. Não aborrece na boca (Z).
92
Porto 40 AnosMais elegante e sofisticado, com grande densidade intrínseca e estrutura. Grande volume, a encher a boca de notas de mel espesso.
93
Duradero 2005Esta experiência da Quinta do Portal, com fusão de uvas do Douro com outras do Duero, não deu origem a um vinho fácil. É fresco e incisivo, algo ácido mesmo. Mas ainda está duro e verde. Vai melhorar.
87
VINHOS DO JANTAR DA
REVISTA DE VINHOS
(Mais uma vez, graças ao Zé Barroso. Os vinhos que seguem correspondem à selecção dos que foi possível provar, de entre vários outros disponíveis).
Encostas de Paderne Alvarinho 2006
Muito estruturado e fresco, sem que frescura lhe faça perder o vigor.
89
Alvaianas Alvarinho 2006
Mais fresco que rico. No panorama geral, é um excelente verde, mas como alvarinho não se destaca.
86
Quinta da Alorna Arinto Chardonnay Reserva 2006O típico amanteigado, mas equilibrado e sem enjoar. Intenso e potente.
88
Quinta do Perdigão Reserva Tinto 2005
Duro e ainda muito adstringente. Ao mesmo tempo, talvez lhe falte alguma densidade e complexidade.
86Herdade do Perdigão Reserva Tinto 2005
Está bem, é saborozinho e agradavelzinho. Mas curto.
86
Lavradores de Feitoria Grande Escolha Tinto 2004 (imagem não disponível)Picante, incisivo e agradável. Mas modesto.
86
Calda Bordaleza Tinto 2006
Ácido, levíssimo e não consistente. Será do nome. Será do rótulo? Mas não parece que vá lá.
85Vale de Ancho Reserva Tinto 2004
Alentejano à moda antiga, que parece ser envelhecido em talha e coberto de azeite. Nesse registo, agradável surpresa.
88
Mythos 2004
Topo de gama do Casal da Coelheira, com excelente estrutura. Muito poderoso. É vinho para envelhecer, que ainda pode vir a ganhar delicadeza.
88Marquesa de Cadaval Tinto 2005
Pronto a beber. Falta-lhe, talvez, alguma dimensão e sofisticação.
87
Herdade dos Grous Reserva Tinto 2005Grande equilíbrio. Vinho no ponto, para beber já, com tudo no sítio.
90 Quinta da Touriga Chã 2005Douro moderno, potente e consistente. Grande vinho.
91
Gouvyas Vinhas Velhas Tinto 2004Muito mineral, sem desequilibrar. Vinho guloso.
91 Casa Ferreirinha Reserva Especial 1997O clássico e tradicional perfil Ferreirinha. Notas fortes de terroir, conjugadas com delicadeza sedosa.
92
Quinta da Ervamoira Porto Vintage 2004É um
vintage. Ponto. De resto, notas para a frescura e o rico sabor.
92
Fonseca Guimaraens Porto Vintage 2004De classe superior. Apesar disso, não é do melhor que a casa tem feito. Destaca-se na sofisticação.
92

Foral Douro Tinto 2005
Aroma terroso. No travo, à primeira prova mostra-se vinoso e mineral, quase metálico. Depois, revela-se licoroso, evidenciando um perfil mais clássico e delicado. (2,99 €) 83
Portas da Herdade 2006
Regional alentejano, da Companhia das Quintas. É vinho, sabe a vinho e no verão, fresquinho, com sardinhas assadas até é capaz de ir. Agora que o tempo está frio, apresenta-se rude, de perfil vulgar e pouco polido. O preço não engana nem cria expectativa. Mas é justo. (1,98 €)
72Casa de Santar Branco 2007 (fotografia não disponível)
Aroma fresquíssimo e incisivo. Perfil clássico, de polpa densa e pastosa. Bom compromisso.
86

Patamar Reserva 2005
Tinto do Douro, da casa ribatejana DFJ. Boa surpresa. Ainda está verde e precisa de arejar. Esqueçam-se copos mais clássicos e opte-se por um mais aberto, para que o vinho areje. E perceber-se-á o seu aroma discreto e o seu corpo vigoroso marcado. Irá bem com comida forte, que não exija delicadeza. (3,78€) 85
breve incursão pelas cervejas da Estónia
Jõulu-porter (7,5%)Seca e acre, de excelente dimensão na boca. Óptima para beber com comida forte e picante, como é habitual na Estónia. Mas também vai bem como aperitivo, nesse caso sem acompanhamento.
88
A.Le Coq Premium (4,7%)Soft e discreta. Cerveja de perfil popular, de fim de tarde ou intervalo de qualquer coisa. No mercado interno o nome é forte e vende muito. Mas no caso da Premium, não se destaca.
82Saku Originaal (4,6%)
A mais vendida. É uma lager acre e musculada. Não cede na simpatia, mas cumpre bem a sua função de bebida de rotina.
83
DUAS ARTESANAIS
Cerveja da Casa – Beer House, Tallinn
(
www.beerhouse.ee)
Feita de forma artesanal, por detrás do balcão. É leve, mesmo ligeirinha, mas apesar disso fica no palato. Acompanhou bem salsichas de caça muito condimentadas.
85
Cerveja de mel – Peppersack, Tallinn
(www.peppersack.ee)
Levemente adocicada. No primeiro travo, anota-se leveza. Depois, o aroma e o distinto travo agridoce do mel marcam. 86

A.Le Coq Special 1807
Uma das mais vendidas na Estónia. Encorpada e consistente, sem prejudicar a leveza. É muito polivalente e vai bem em qualquer circunstância. 85

Casa de Santa Vitória Branco 2006
Fresco e descomprometido. Se estiver geladinho, vai bem. Mais quente, empastela. Encaixa-se bem no preço. (3,99 €) 82

Encostas d’ Alqueva tinto 2006
É certo que não tem defeitos técnicos, mas essa é a sua única virtude. De resto, é fraco. Muito fraco. (3,30 €). 65
Periquita Reserva 2004
Licoroso e rico, com vigor sem ser rude. Acompanha bem comida consistente. Tem mais dificuldades sem companhia. (6,99 €)
87

Companhia das Lezírias Merlot 2006
Finalmente, um vinho da Companhia das Lezírias que agrada beber. Juventude nada nervosa nem grosseira. Dele, não se espere sofisticação nem dimensão, que vinhos jovens do Ribatejo não podem dar. Mas encontrar-se-á harmonia e bastante delicadeza, num vinho pronto a beber (6,99 €). 88

Companhia das Lezírias Tinto 2003
Alguma sofisticação, mas pouco ambiciosa. Dentro de um perfil mais que mediano, carácter pouco simpático. Alguma agressividade. (5,09€) 85

Catapereiro Escolha Tinto 2006
Fresco, com grandes notas de fruta verde e vivaça. Precisa de repousar. Prevê-se que venha a ser dentro em breve um vinho consensual, sem criar grandes impressões, nem boas nem más. (3,89 €) 83

Plexus Rosé
Este refresco da Adega Cooperativa do Cartaxo deve beber-se bem geladinho. É melhor que cerveja (e mais barato…) e menos diurético. A versão de branco é mais vínica. E esta, de rosé, é de difícil conjugação. Mais valerá beber-se sem acompanhamento. (1,99 €) 82

Kopke Vintage 2003
Como vinho do Porto, é óptimo. Como vintage, ficava-lhe bem algum fôlego mais e um corpo menos esquálido. 88